sábado, 21 de dezembro de 2013

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Distribuição de idade, massa, altura e IMC de jogadores de futebol da Série A 2013.

Adivinhem de quem é o IMC 29...

quarta-feira, 15 de maio de 2013

O ritmo (constante) da construção da Arena Corinthians

Do bate-boca entre a Fifa e o Corinthians a respeito do prazo final da obra: se a Arena Corinthians está ameaçada de ficar de fora da Copa, se não está... o que podemos constatar é que o ritmo da construção - pelos dados da Odebrecht - é o mesmo desde o início das obras (gráfico abaixo).


Não há praticamente nenhuma variação na taxa média de 3% das obras por mês. Ainda assim, volta e meia, a imprensa publica reportagem dizendo que os ritmos serão acelerados:
ESPN 11/jan/2011: "Contrução do estádio do Corinthians se acelera, e obra também será tocada à noite"
Veja 02/out//2012 "Itaquerão: operários aceleram ritmo para antecipar estreia"
Globo Esporte 09/mai/2013 "Fifa recua em ‘folga’ ao Corinthians, e clube acelera para ter arena em 2013"

No passo atual, a previsão de conclusão é para o dia 13/jan/2014.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Elasticidade de demanda de ingressos nos estaduais de SP e RJ

A figura abaixo mostra a elasticidade da demanda por ingressos nos jogos de 1a divisão dos campeonatos Paulista e Carioca de 2013. O 4 indica os pontos para os quatro principais clube de cada estado, o int - indica os times do interior. (Posteriormente a figura será atualizada com mais rodadas.)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Um valor mais alto se alevanta? Sim, mas ainda (provavelmente) não é o maior.

Causando rebuliço o resultado da última pesquisa Datafolha a respeito das torcidas de futebol no Brasil. As suspeitas de erro - e até de manipulação - não procedem.

As três principais questões são a respeito do número de cidades amostradas: 160 (e sua consequente representatividade); o tamanho da torcida da Portuguesa ser igual à do Fluminense e se realmente a torcida corintiana alcançou a do Flamengo em número.

1) Número de cidades. Além da questão da limitação técnico-financeira de se pesquisar muito mais cidades dentro de um intervalo razoável; ela é suficiente para se captar as principais torcidas. Naturalmente, as torcidas pequenas - 5% ou menos - sofrerão flutuações a cada amostragem. As cidades cobrem todas as regiões.

2) A pesquisa não deve ser levada a ferro e a fogo. Especialmente para os valores menores. O tamanho da torcida do Fluminense tem sido mais ou menos constante ao longo do tempo - em torno de 1%. Desde 1993, é a primeira vez que, em nível nacional, ocorre o registro de 1% da amostra normalizada como torcedores da Portuguesa. Há a questão do arredondamento - 0,6% e 1,5% correspondem a 1%. Essa variação é esperada pela natureza de qualquer amostragem - mesmo as teoricamente perfeitas. Considerando-se a margem de erro (que aqui não deve ser considerado o 2% genérico adotado na divulgação por questões de simplificação), não há nenhum absurdo. Sim, o número não quer dizer que a torcida lusa seja do mesmo tamanho da do Tricolor das Laranjeiras.

3) Vinícius Paiva aponta que a restrição do número de cidades pode prejudicar o Flamengo dada a distribuição de sua torcida - tende a crescer em cidades pequenas, mais pobres. Isso, em boa parte, é coberta pela margem de erro. Há ainda o fato de que o tamanho das torcidas flutua um tanto - bastante dependente da fase dos times (em uma fase ruim, um torcedor pode se declarar como sem preferência, por exemplo). O fato de nominalmente a torcida rubro-negra e a corintiana estarem empatadas, não quer dizer que sejam exatamente do mesmo tamanho. Quer dizer apenas que uma não é muito maior do que a outra. Olhando as pesquisas anteriores temos informações para uma interpretação mais robusta dos valores.
Figura 1. Evolução das torcidas do Corinthians-SP e do Flamengo-RJ. Fonte: Datafolha.

A torcida do Flamengo tem uma certa variação, mas está essencialmente estacionada em torno de 17%. A torcida do Corinthians cresce consistentemente (com flutuações, claro) e atualmente deve estar em torno de 14,5%. O cenário muda um pouco, mas não muito quando se consideram outras pesquisas.

É bobagem dizer que há manipulação ou que há um erro metodológico. O problema são as interpretações em cima dos números mais recentes - piora quando descontextualizado do histórico e ignorado o contexto socioesportivo do momento.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Medalha, medalha, medalha

No gráfico abaixo, a evolução do número de países com pelo menos uma medalha por olimpíada.

Figura 1. Evolução do total de países com medalhas em cada olimpíada.

A evolução é do tipo exponencial. Naturalmente não será possível se manter essa taxa de crescimento de modo indefinido, já que há um limite do número total de países no mundo - mesmo que este esteja em crescimento também.

Nos anos de 1976, 1980, 1984 e 1988 (faixa amarela no gráfico), houve boicotes. No primeiro, em Montreal, por países africanos, liderados pela Tanzânia, pela participação da Nova Zelândia - cujo time de rúgbi havia feito um tour pela África do Sul, então sob regime do apartheid.  No segundo, em Moscou, por países do bloco capitalista - liderados pelos EUA - sob alegação de protesto contra a Guerra no Afeganistão. Em resposta, na olimpíada seguinte - em Los Angeles - países do bloco comunista também não enviaram atletas. Na olimpíada de Seul, houve um pequeno boicote, liderado, claro, pela Coreia do Norte. Se excluirmos a era dos boicotes, o grau de adesão dos dados ao modelo exponencial aumenta para R2=0,9219.

O crescimento tem sido sustentado pelo aumento do número de países participantes, aumento do número de modalidades e de atletas (Figura 2.)

Figura 2. Fatores correlacionados com total de países com medalhas por olimpíada: número de países (NOCs) participantes, número de eventos realizados, número de atletas participantes.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Futebol: dinheiro traz felicidade? Sim. Mas só mais ou menos.

No twitter o consultor Ricardo Amorim sugere que o primeiro título do Sport Club Corinthians Paulista na Libertadores esteja ligado ao fato de ser um dos clubes de maior faturamento no mundo.


No gráfico abaixo, a correlação entre o faturamento dos clubes brasileiros (em 2010 e 2011) e sua pontuação no ranking da Conmebol em 16/mai/2011, 20/fev/2012 e 09/jul/2012.

Figura 1. Correlação entre faturamento dos clubes brasileiros e pontuação no ranking da Conmebol: losangos (09/jul/2012), triângulos (20/fev/2012) e quadrados (16/mai/2011). Em branco, dados do SC Corinthians Paulista.

Há, claro, alguma correlação entre o faturamento e a pontuação na classificação (ou seja, nos resultados nas competições internacionais): times com mais dinheiro para investir em elenco, equipe técnica, infraestrutura, etc., de modo geral, têm um desempenho melhor. Mas outros fatores; como a influência do acaso, de fatores psicológicos, calendário, etc.; têm peso forte. Isso pode ser visto na variação dos resultados para clubes com orçamentos mais ou menos equivalentes - veja, por exemplo, a grande variação da pontuação na faixa dos R$ 200 milhões de faturamento anuais; e na variação do faturamento entre equipes com pontuações mais ou menos similares, veja por exemplo, a grande variação do rendimento financeiro dos clubes com cerca de 150 pontos.

E, no caso específico do Corinthians, o desempenho quase não variou entre maio de 2011 e fevereiro de 2012, mesmo com um salto R$ 78 milhões de reais no orçamento (37% a mais); e, no mesmo ano, ou seja, no mesmo orçamento, o desempenho saltou em seis meses 210 pontos (aumento de 286%).

O futebol, como apresenta placares com relativamente poucos tentos no mais das vezes, permite uma grande variação do desempenho e forte influência de fatores casuais - um chute infeliz ou uma defesa salvadora com a ponta dos dedos (como o de Diego Souza, do Vasco, na semi defendido por Cássio, do Corinthians) pode acabar determinando a classificação ou o título. Claro que fatores como planejamento, treinamento, esforço, concentração, também são de grande importância. Mas um resultado específico, como um título em um determinado ano, não pode ser creditado a este ou aquele fator - nem mesmo a um dado conjunto de fatores. Como a sorte varia - ajuda uma hora, atrapalha em outra -, no longo curso, os fatores não casuais fazem efeito - mas isso só pode ser visto ao longo dos anos (ou em uma população de clubes).

Um único ponto não tem como descrever a curva.